EUA lembram 1 ano da tragédia da Columbia
2004-01-31 16:48 | Em Science News | jsaraiva | Comments OffO Columbia se desintegrou sobre o território do estado do Texas na manhã de 1º de fevereiro quando voltava à Terra depois do que tinha sido uma bem-sucedida missão científica de 16 dias e os sete astronautas a bordo morreram.
O acidente ocorreu três dias após comemorar-se o 17º aniversário da tragédia do Challenger a nave que explodiu segundos após seu lançamento desde o Centro Espacial Kennedy. Nessa ocasião também morreram seus sete tripulantes. Devido às datas e ao fato de coincidir o dia com um domingo, os atos principais da homenagem começaram na quinta-feira passada.
Esses atos incluíram minutos de silêncio nos escritórios da Nasa em todo o país e a inauguração de uma mostra dos restos do Columbia em Cabo Canaveral (Flórida).
Concluirão na segunda-feira com uma homenagem a todos os astronautas americanos que morreram em missões de exploração espacial, que se realizará no Cemitério Nacional de Arlington (Virgínia).
Como ocorreu com o Challenger, o desastre do Columbia levou a suspensão indefinida das missões das naves transformadas no principal veículo tripulado dos Estados Unidos no espaço. Além disso, forçou a suspensão das missões de substituição e fornecimento de provisões da Estação Espacial Internacional (ISS) e reduziu a apenas três o número de naves restantes: a Atlantis, a Endeavour e a Discovery.
Por ordem do presidente George W. Bush e no marco de um ambicioso plano para voltar à Lua e preparar viagens tripulados a Marte, essas três naves serão retiradas de serviço em 2010 e assim que esteja concluída a montagem da ISS.
Além disso, indiretamente, o desastre condenou a uma morte lenta ao observatório espacial Hubble, que não receberá mais visitas das naves para ser submetido a consertos e substituição de peças.
Uma comissão independente determinou que o desastre foi causado pelo impacto de uma placa de isolamento que ao desprender-se no momento do lançamento causou uma rachadura pela qual entrou o intenso calor do reingresso. A comissão também estabeleceu que uma das causas do acidente foi o fato que a Nasa sacrificou a segurança em seu esforço para cumprir os programas. “A investigação pôs a mostra um afã desmedido na Nasa por esquecer as medidas de segurança com o fim de reduzir custos e uma complacência que “nos ensinou uma lição muito dura”, disse John Logsdon, diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington.
A investigação assinalou que alguns engenheiros da própria agência espacial tinham advertido do perigo de uma tragédia, mas seus superiores fizeram caso omisso. “O acidente da Columbia foi um chamado de atenção brutal que nos disse que as coisas não estavam bem nos vôos tripulados e que o país necessitava uma guia, uma visão, uma direção e que era necessário administrar melhor às naves para pôr em prática essa visão”, disse Logsdon.
“Até hoje tenho um nó na garganta e me perguntou como permitimos que isto ocorresse, que deveria se fazer para impedí-lo”, disse na sexta-feira Jefferson Howell, diretor do Centro Espacial Johnson em uma cerimônia de homenagem aos astronautas que morreram na Columbia.
Por sua vez, Sean O’Keefe, administrador da Nasa, admitiu no Centro Espacial Johnson em Houston (Texas), que a tragédia tinha sido produto dos erros cometidos na Nasa. “Agora nos comprometemos a resolver esses problemas e a progredir, rendendo homenagens cada dia àqueles que morreram como resultado” desses erros, disse. No entanto, prometeu que os esforços para retomar os vôos tripulados continuam sem pausa. “Confiamos em que regressaremos este ano. Isso é o que a tripulação (da Columbia) teria desejado”, acrescentou.
Enquanto realizava o êxito de dois veículos de exploração em Marte, a Nasa disse na quinta-feira que essas missões poderiam retomar em setembro ou outubro, a primeira delas a cargo da Atlantis.
Rússia levou a cabo o segundo lançamento orbital de 2004
2004-01-30 16:50 | Em Science News | jsaraiva | Comments OffA Rússia levou a cabo o segundo lançamento orbital de 2004 ao colocar em órbita o cargueiro Progress M1-11. O lançamento teve lugar às 1158:08UTC a partir do Complexo 17P32-5 (PC1 PU-5) do Cosmódromo GIK-5 Baikonur, Cazaquistão, e foi levado a cabo por um foguetão 11A511U Soyuz-U.
Antes do lançamento o Progress M1-11 tinha a designação 7K-TGM1 (11F615A55) nº 260. Após entrar em órbita terrestre o veículo recebeu a Designação Internacional 2004-002A e o número de catálogo orbital 28142. A NASA denomina o Progress M1-11 com a designação Progress-13 (o verdadeiro Progress-13 foi lançado a 23 de Maio de 1982 em direcção à estação espacial Salyut-7)
O Progress M1-11 ficou colocado numa órbita com um apogeu de 262,4 km de altitude, um perigeu de 191,1 km de altitude, uma inclinação orbital de 51,65º em relação ao equador terrestre e um período orbital de 88,73 minutos.
A acoplagem à ISS (módulo Zvezda) deverá ter lugar às 1317UTC do dia 31 de Janeiro de 2004.
O cargueiro transporta 2346 kg de mantimentos e materiais para a ISS, incluindo uma mangueira flexível para substituir a actualmente em uso no módulo Destiny e que causou uma fuga de ar, peças suplentes para a unidade de oxigénio russa Elektron, uma nova unidade Elektron, velas sólidas de oxigénio, baterias para os módulos Zarya e Zvezda, equipamento de análise de gases, equipamento de detecção e supressão de incêndios, um novo fato extravéicular russo Orlan, o conjunto experimental Matryoshka que será colocado no exterior do módulo Zvezda na próxima actividade extravéicular, filme, câmaras e cassetes.
Este foi o 4311º lançamento orbital desde Outubro de 1957, o 1128º lançamento orbital realizado a partir do Cosmódromo GIK-5 Baikonur e o 2714º lançamento orbital da Rússia (GIK-5 Baikonur - 1128; GTsP-4 Kapustin Yar - 84; GIK-1 Plesetsk - 1486; GIK-2 Svobodniy - 4; Mar de Barents - 1; Plt. Odyssey - 11).
Para o presente mês não estão previstos mais lançamentos orbitais.
Faltando aproximadamente 11 meses para o final de 2004, e tendo em conta os lançamentos ainda previstos até final do ano, este deverá ficar-se pelos 62 lançamentos orbitais, que representa um aumento de 1 lançamento em relação a 2003. Nesta fase é ainda difícil ter uma estimativa da totalidade dos lançamentos a ter lugar, podendo este número aumentar.
Até ao momento os lançamentos em 2004 distribuem-se pelos seguintes polígonos de lançamento:
GIK-5 Baikonur - 1 (21) Rússia (ILS)
GIK-1 Plesetsk - 0 (3) Rússia
GIK-2 Svobodniy - 0 (0) Rússia
Mar de Barents - 0 (1) Rússia
KSC / Cabo Canaveral - 0 (20) E.U.A. (ILS)
Vandenberg, AFB - 0 (8) E.U.A.
Jiuquan - 0 (0) China
Taiyuan - 0 (0) China
Xichang - 0 (2) China
Tanegashima - 0 (0) Japão
Kagoshima - 0 (0) Japão
Kourou - 0 (4) E.S.A. (Arianespace)
Alcântara - 0 (0) Brasil
Sriharikota Isl. - 0 (0) Índia
Palmachin - 0 (0) Israel
Odyssey - 1 (3) Sea Launch
Entre parêntesis encontram-se os valores que deverão ser atingidos a final de ano no que diz respeito a lançamentos que colocaram cargas em órbita terrestre ou em direcção a outro corpo celeste. Mais uma vez é de salientar que a previsão para o total de lançamentos orbitais ainda é muito preliminar, pois os dados relativos a lançamentos militares (principalmente russos) e ao calendário de lançamentos por parte da China, ainda são escassos.
O ano de 2004 deverá assim apresentar um valor ligeiramente superior a 2003 no qual se verificaram apenas 61 lançamentos orbitais, ficando muito longe do recorde estabelecido em 1984 com 129 (!!!!) lançamentos orbitais. Os últimos dez anos:
1994 - 89
1995 - 74
1996 - 73
1997 - 86
1998 - 77
1999 - 73
2000 - 82
2001 - 58
2002 - 62
2003 - 61
2004 - 02 (62)
FONTE: Rui C. Barbosa
Boletim ‘Em Órbita’ http://zenite.nu/orbita/
Braga - Portugal
Descoberto novo tipo de matéria
2004-01-28 16:52 | Em Science News | jsaraiva | Comments OffPor ser bastante extenso, apresentamos aqui o link completo desta notícia directamente no site do Yahoo.
Fonte: Yahoo
Dragão Quântico passou a estar à venda na loja da Devir
2004-01-14 17:18 | Em Fiction News | Luís Richheimer de Sequeira | Comments Off
Rogério Ribeiro, editor do fanzine Dragão Quântico, informa que este passou a estar também à venda na loja da Devir, em Lisboa.
A “Devir Arena Lisboa” está localizada perto do Instituto Superior Técnico (mapa disponível em http://www.portalmtg.com/arenalisboa/).
Fonte: mailing list da Simetria
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