Revista “Ficções” da Editorial Caminho publica FC

2006-05-30 18:38 | Em Fiction News | Luís Richheimer de Sequeira | Comments Off

capa_ficcoes_13.jpgInesperadamente, a Editorial Caminho, entidade que edita a revista “Ficçõees”, lançou neste número 13 alguns contos de Ursula K. Le Guin e de M. John Harrison, traduzidos por Cristina Carvalho, Graça Macedo, Ana Gomes, Sara Fevereiro e Luí­s Santana Rodrigues. Estas traduções foram realizadas no âmbito de uma Oficina de Tradução Literária, realizada na Biblioteca da Universidade Católica entre Outubro e Dezembro de 2005. A Menina Grande do Papá, de Ursula Le Guin, e Egnaro, de M. John Harrison, são assim dois contos de FC que surgem pela primeira vez traduzidos em português, editados pea Editorial Caminho, que há alguns anos tinha abandonado a edição de literatura de FC. Mais informações no site da Revista Ficções.

Pescadinha de rabo na boca

2006-05-23 11:27 | Em Feeds FC&F (sites externos) | Jorge | Comments Off Antes de mais, começo por esclarecer os brasileiros para o caso de não conhecerem o prato. Pescadinha de rabo na boca é um prato que julgo ser português, e que consta de pequenas pescadas fritas enroladas por forma a morderem o próprio rabo, normalmente duas ou três por dose, acompanhadas com arroz e/ou outras coisas.

Este prato levou ao surgimento de uma expressão idiomática. Algo é uma pescadinha de rabo na boca quando as suas consequências levam à sua génese.

Pois bem: estamos metidos numa pescadinha de rabo na boca.

É que ao contrário do que possa parecer, e apesar de, de facto, não nos ter sido possível trabalhar com tanta intensidade como seria desejável, não temos estado parados. Temos feito contactos com editoras, uns exploratórios, outros mais formais, e o resultado tem sido desencorajador.

É que todas elas têm planos de edição mais ou menos fechados que se estendem por longos meses e não se têm mostrado abertas a acolher o nosso livro a tempo de ser publicado este ano (quando mostram alguma abertura à ideia - geralmente torcem o nariz). Por outro lado, um projecto desta natureza, que depende como este depende daquilo que é submetido e do ritmo de submissão, não pode ser programado com grande antecedência, pelo menos não rigidamente. E assim entramos num ciclo vicioso. Numa pescadinha de rabo na boca.

Ou seja: enganei-me redondamente quando disse que achava que não iríamos ter dificuldades de maior em pôr o livro cá fora.

Acho que neste momento temos garantido que não iremos conseguir publicá-lo por nenhuma das editoras maiores, aquelas que lhe garantiriam a divulgação e distribuição que pensamos que ele merece. Restam-nos outras hipóteses, no entanto. Ainda não desistimos. E não queremos desistir.

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