Vale O Que Vale e ainda não se tomam decisões vinculativas de natureza legislativa ou executiva. Mas é um começo,
segundo o Paulo Querido. E mais do que isso, um surpreendente uso de uma ferramenta que está para a riqueza de comunicação como o ralo está para a porta: não permite mais que uma espreitadela. Na verdade impede, que se aprecie a riqueza do mundo, que se apresente um discurso elaborado e rico em ideias. Esta ferramenta é de memória curta e espaço reduzido, 140 caracteres e não mais, e ainda assim continua a crescer e dar que falar. A permitir efectuar experiências sociais como
esta. Que chegou a ser, aparentemente, noticiada na SIC. E a permitir o recurso a
jornalistas de ocasião. E a ser alvo de estatísticas sobre
usos e influências.
Como não podia deixar de ser, também lá estamos. Essencialmente para chamar a atenção para a festa contínua da página que estão a ler. Mas esse é tema para outra ocasião. O comentário não era sobre o Twitter mas sobre a influência da tecnologia na forma como conduzimos a política. E não para elogiar ou denegrir, mas tão somente para recuperar do baú das ficções um texto que ilustra alguns possíveis efeitos secundários. A respeito dos principais afectados por esta mudança. E não, desta vez, finalmente, não será o povo.
Comentários
Dê-nos a sua opinião.
Não há comentários.