Após o ter apresentado, em 2010, na Amadora e em Beja, em 2011 o meu querido amigo Paulo Monteiro, que conheço há mais de 25 anos, voltou a Alverca do Ribatejo para apresentar o seu primeiro livro.
«O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» é constituído por dez pequenas narrativas que demonstram outras tantas abordagens, estilos, formas de abordar o – muito peculiar, pessoal – universo fantástico do seu autor. Universo esse em que as linhas, os traços se transfiguram continuamente, em que as pessoas se podem confundir, ou até mesmo transformar, em animais e em árvores, em que as dimensões não são constantes, em que os tempos não são lineares. Enfim, em que as leis da Natureza não se aplicam… só a vontade do artista. Todas as mutações são possíveis desde que sirvam e valorizem uma ideia, uma história, um sentimento relevante.
Os únicos «defeitos» de «O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» são… ser demasiado pequeno (68 páginas)… e tardio: já há muito que nós, os seus amigos e admiradores, esperávamos que o Paulo Monteiro finalmente reservasse, para a elaboração de um livro seu, uma pequena parte do esforço e da disponibilidade que tem aplicado, há mais de uma década, na organização, participação e divulgação de muitas iniciativas relacionadas com BD – não só no Alentejo, que se tornou o seu território (e que lhe deve a criação de uma bedeteca e de um festival), mas também no resto do país e até no estrangeiro. Após tantos anos a apoiar outros autores já era altura de ser ele o protagonista… e merece-o. Tanto que é igualmente um dos 41 criadores presentes na exposição «Tinta nos Nervos – Banda Desenhada Portuguesa», no Museu Berardo, em Lisboa, até 27 de Março.

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