Consultar o calendário!
2010-07-15 17:32 | Em Sem categoria | Octávio dos Santos | Nenhum comentárioO sítio io9.com tem um calendário/guia da «science fiction awesomeness» (qualquer coisa como «ficção científica de pasmar») em que, para cada mês, informa das novidades em cinema, televisão, livros, convenções e outras coisas mais. Há o «pequeno pormenor» de quase todas essas novidades serem situadas, primeiramente ou exclusivamente (e compreensivelmente), nos Estados Unidos da América, mas não deixa de ser uma referência muito importante, e útil, para actuais e futuras «explorações». A versão mais recente é, claro, relativa a Julho.
Convenção de Ficção Científica… virtual
2010-07-10 12:06 | Em Destaques, Encontros, Home | Luís Richheimer de Sequeira | 1 comentárioHoje de manhã fui dar um saltinho à zona de exibições de uma convenção de ficção científica. Até aqui, nada de especial… se não fosse o facto de nem sequer me ter levantado da minha cadeira.
A convenção em questão é puramente virtual. Existe apenas dentro do mundo virtual do Second Life®. Sendo a terceira edição da SL Science Fiction Convention, ocupa uma área de 512 x 512 m² repleta de stands. A actividade é apoiada pela American Cancer Society, que aceita donativos que podem ser efectuados dentro de dispositivos espalhados pela área da zona de exposições; até à data tinham já sido recebidos mais de €8500.
Para que é que existe uma convenção de ficção científica dentro do Second Life? A explicação é ao mesmo tempo interessante e complexa. Existem centenas ou milhares de jogos de ficção científica, sejam single-player ou multi-player, mas o que acontece sempre é que não podemos “transitar” de plataforma para plataforma. Estamos sempre isolados ou limitados a cada jogo a que nos ligamos. Podemos, é certo, usar o mesmo login para a nossa personagem, login esse que depois podemos usar em forums, blogs, grupos de discussão, etc. de forma a que os nossos amigos e conhecidos nos reconheçam. Mas a verdade é que não podemos usar o mesmo personagem em todos esses jogos.
Também estamos, efectivamente, limitados àquilo que os designers de cada um desses jogos nos permitem fazer. É, pois, impossível, por exemplo, recriar uma batalha entre a Battleship Galactica, uma Death Star, e uma frota da Federação (do Star Trek). Só os problemas legais de direitos de autor seriam mais que suficiente para impedir qualquer empresa de desenvolver um jogo que permitisse isso…
É por isso que existe um vastíssimo número de fãs de FC, SciFi e fantástico que, fartos das limitações impostas à sua criatividade nos diversos jogos de FC, tem procurado há alguns anos uma alternativa. Desenvolver o próprio jogo é uma tarefa inglória, complexíssima, e, principalmente, muito cara; mesmo usando um grande grupo de voluntários, não existem muitos exemplos de jogos colaborativamente criados pelo fandom. Há sempre uma entidade qualquer que tem de “subsidiar” os custos de desenvolvimento!
Assim, um grande grupo de milhares de jogadores, programadores, artistas e modeladores 3D têm recorrido ao Second Life para criarem os seus jogos. É evidente que o Second Life tem as suas limitações. Mas tem a enorme capacidade de criação facilitada de conteúdo e de programação relativamente acessível — diminuindo drasticamente os custos. Não é preciso desenvolver um motor de renderização 3D de raíz (ou, pior, licenciar um). Não é preciso criar um interface de utilizador. E pode-se reutilizar com facilidade imensas coisas já existentes.
O melhor de tudo, claro, é que é possível “saltar” de um jogo para o outro com exactamente a mesma personagem. O registo faz-se uma vez apenas no Second Life, e a partir daí, usa-se o mesmo avatar para centenas de jogos em simultâneo.
Obviamente que cada jogo tem as suas regras (impostas pelos próprios jogadores!), o que significa que para cada um será necessário dotar o nosso avatar de equipamento diferente. Aqui também o Second Life tem uma enorme facilidade: o comércio interno de conteúdos 3D (que inclui literalmente tudo, desde a roupa aos cenários, passando mesmo pela forma como os nossos avatares se mexem) gerou uma economia surpreendentemente estável e que vale meio bilião de Euros anualmente. Não é, pois, difícil encontrarmos exactamente o que queremos para personalizar o nosso avatar — e se não encontrarmos (e tivermos algum jeito!) podemos fazer nós mesmos o que quisermos. Gratuitamente.
Isto gerou uma pequena indústria de especialistas que desenvolvem “conteúdo de FC genérico” para residentes do Second Life. Algum desse conteúdo, claro, é muito focado num tema ou numa série específica. Outros criadores de conteúdo são transversais a todos os temas — afinal de contas, uma nave espacial é uma nave espacial, e pode, em teoria, ser usada em qualquer ambiente futurista. E evidentemente ninguém está “obrigado” a usar um tema existente específico: há muitos MMORPGs (jogos multi-utilizador) que são baseados em temas criados de raíz pelos próprios jogadores.
Obviamente que há limitações: batalhas com mais de 30 jogadores em simultâneo tornam-se um pesadelo. Mas nem tudo são batalhas. Há mesmo momentos de “relax” em que os jogadores se juntam num bar virtual, ouvem música, e discutem os seus filmes, séries, ou livros favoritos. Há uma vertente social muito forte no Second Life que se espelha igualmente nas comunidades que passam a grande parte do seu tempo a lutar contra os Klingons nos dias pares, e a matar Stormtroopers nos ímpares, com uma caça ao vampiro à noite para desenjoar…
Se a “cantina” do primeiro filme do Star Wars se tornou um ícone do cinema, recriando com forte impacto visual um ambiente cheio dos mais diversos tipos de alienígenas, o Second Life vai ainda mais além — uma reunião de fãs dos mais diversos tipos de séries e temas é uma coisa digna de se ver. Não há convenção de cosplay que consiga sequer captar a diversidade e criatividade do tipo de ambiente que se gera quando centenas de jogadores dos mais diversos tipos de jogos se juntam no mesmo espaço…
E como gostam de trocar experiências entre si, anunciar novos jogos ou expansões dos existentes, ou meramente exibir o conteúdo que desenvolveram para venda, surgiu então esta convenção de ficção científica no Second Life. Parece que estamos a passear pela FIL do século 26 ou 30. Os stands são surreais — mas talvez o mais surreal seja a forma como somos atendidos de forma profissional, por alienígenas ou space marines, por pessoas que estão ali a vender os seus serviços, a anunciar os seus produtos, ou a divulgar os seus jogos favoritos dentro do Second Life. E a intervalos regulares há outras actividades — concursos de design da melhor nave espacial ou espectáculos de música ao vivo.
Se quiserem dar uma espreitadela, fica aqui o programa. E seguem algumas imagens ilustrativas do tipo de stands que podem por lá encontrar…
João Aguiar, escritor de FC
2010-06-18 15:43 | Em Sem categoria | Octávio dos Santos | Nenhum comentárioJoão Aguiar, jornalista e escritor que morreu no passado dia 3 de Junho, tornou-se justamente conhecido e respeitado, principalmente, pelos seus romances históricos. Começando, claro, com a «A Voz dos Deuses», e continuando com, entre outros, «A Hora de Sertório», «Uma Deusa na Bruma», «O Trono do Altíssimo» e «Inês de Portugal», obras em que o passado provável do nosso país é evocado com o possível rigor dos factos, mas sempre envolto numa aura de lenda e de maravilhoso.
Sobre o presente também João Aguiar se debruçou, asssinando registos que oscilam entre o desiludido e o irónico, como «O Canto dos Fantasmas», «Navegador Solitário», «A Encomendação das Almas» e «O Priorado do Cifrão», além da sua «trilogia de Macau», constituída por «Os Comedores de Pérolas», «O Dragão de Fumo» e «A Catedral Verde» – ou tetralogia, se incluirmos «O Tigre Sentado». Porém, também nesta fase temporal o mágico e o misterioso nunca estão ausentes.
Existem ainda, obviamente, os trabalhos em que a cronologia é indefinida ou… alternativa. No primeiro caso está «O Homem sem Nome», apresentado como «uma história fantástica, quase uma história de fadas», ou «uma mensagem sobre a vida e sobre os homens», ou ainda como uma «alegoria». No segundo caso está o seu conto «Seis momentos em tempo real», incluído na antologia «A República Nunca Existiu!», em que imagina como Portugal poderia ter sido se o nosso país tivesse continuado a ser… um reino.
Não restam, pois, dúvidas de que, mais do que um autor fantástico, João Aguiar foi também um autor do Fantástico… e da Ficção Científica. Na verdade, também «viajou» até ao futuro, através concretamente de dois livros.
O primeiro é «O Jardim das Delícias», cuja sinopse é a seguinte: «Num dado momento histórico, situado para lá dos meados do século XXI, um jornalista farta-se do mundo em que vive. Esse mundo é a grande Federação Europeia, descendente directa da União Europeia. Uma Federação massificada, estupidificada, dominada pelos Estados mais poderosos, os quais, por sua vez, obedecem cegamente a grandes grupos económicos, que apenas se ocupam dos seus interesses. Ao criticar violentamente esse mundo, o jornalista apercebe-se de que a liberdade de informação já não é o que era, e de que há mais descontentes do que ele julgava. Apercebe-se, também, de que, entre esses descontentes, cresceram e ganharam força certas ideologias que, no passado, mergulharam a Europa no caos. Aproxima-se o momento de um grande confronto — e ele encontra- se no meio do campo de batalha, incapaz de aderir a qualquer dos dois exércitos…»
O segundo é «Diálogo das Compensadas», cuja sinopse é a seguinte: «Num ponto qualquer do futuro distante, certo autor decide-se a narrar um caso de proveito e exemplo ocorrido nos recuados princípios do século XXI. Como base de trabalho, ele possui fragmentos de um livro publicado nessa mesma época – escrito, portanto, em Português decadente, talvez já contaminado pelo novo idioma que viria a substituí-lo, o Yeah-Yeah-Man. Negando-se a recuar perante a dificuldade, o nosso autor aproveita as partes mais legíveis do texto original e completa-as na boa e clara linguagem do “Português Ressuscitado”. Assim surge o “Diálogo das Compensadas”, cujas principais figuras são um jovem da geração reality-show e uma abadessa não isenta de mistérios e segredos.»
Não só estes mas todos os outros livros de João Aguiar merecem ser (re)descobertos.
Polémicas em .pt, «p(i)c», q.b, sobre FC & F
2010-05-18 17:12 | Em Sem categoria | Octávio dos Santos | Nenhum comentárioPolémicas na blogosfera portuguesa, «políticamente (in)correctas», quanto baste, sobre a ficção científica e fantasia que por cá se vai lendo e escrevendo, não têm faltado recentemente… e felizmente. Os seus protagonistas principais assumem as suas identidades e as suas opiniões, embora, o que é inevitável, apareçam sempre alguns anónimos, quase sempre anódinos mas nunca com encómios.
Discussões para quase todos os gostos e sob várias perspectivas: sobre o que é e não é um texto inédito e/ou previamente publicado – Pedro Marques (com João Seixas) vs. Jorge Candeias; edição e mercado, escritores e leitores – João Seixas (um, dois, três, quatro) vs. Nuno Fonseca (um, dois); representatividade internacional do que se faz em Portugal – Rogério Ribeiro (um, dois, três) vs. Luís Filipe Silva (um, dois).
Destaque, enfim, para a «resenha» de «Espíritos das Luzes» feita por Rogério Ribeiro, «ecoada» – ou «escoada» – por Cristina Alves.
Actividades no IST/Taguspark [UPDATE]
2010-04-22 9:19 | Em Home, Outras Actividades, Regulamentos | Luís Richheimer de Sequeira | 2 comentáriosA partir do dia 23 de Abril de 2010, pelas 11h30, será inaugurada ao público uma exposição de livros no campus do IST/Taguspark, comemorando o Dia Mundial do Livro.
Por gentil convite, que muito agradecemos, a Simetria irá associar-se a esta iniciativa, onde formalmente irá ser inaugurada a “estante da Simetria” (na biblioteca do IST) e entregues os prémios do Concurso de Mini-Contos IST/Simetria de 2009, cujo vencedor será publicamente anunciado nesta ocasião. Os contos dos concorrentes estarão em exposição.
Será igualmente lançado um novo concurso de mini-contos, de âmbito um pouco mais alargado (a todos os colaboradores de empresas existentes no Taguspark e no concelho de Oeiras), cujo regulamento segue em anexo [com alterações], e que conta igualmente com o apoio da editora Saída de Emergência.
Para um mapa da localização do IST/Taguspark, consultar esta página do IST.
Continue a ler Actividades no IST/Taguspark [UPDATE]…
Antagonista Editora lança blog de contos fantásticos
2010-04-22 9:00 | Em Fiction News, Home | Luís Richheimer de Sequeira | Nenhum comentário
A Antagonista Editora lançou um novo blog no passado dia 8 onde irá em breve publicar contos fantásticos. As regras de publicação encontram-se aqui, e podem enviar mail para correiodofantastico@gmail.com para pedir mais informações.
Prevê-se que a partir de Maio sejam publicados os primeiros contos nesta modalidade.
João Barreiros lança “Se Acordar Antes de Morrer”
2010-04-22 7:00 | Em Sem categoria | Luís Richheimer de Sequeira | Nenhum comentário
A editora Gailivro irá apresentar hoje, 22 de Abril de 2010, pelas 18h30, o lançamento do novo livro “Se Acordar Antes de Morrer” de João Barreiros, ilustre veterano da ficção científica portuguesa.
A apresentação do livro, feita por Nuno Fonseca, decorre na Livraria Leya na Barata (Av. de Roma, 11A) em Lisboa.
Uma sinopse do livro pode ser lida nos sites “Lydo e Opinado” e “Odisseias Fantásticas” ou ainda no WOOK.
Distopias, com e sem «dioptrias»
2010-04-18 22:36 | Em Sem categoria | Octávio dos Santos | Nenhum comentárioApesar de o conceito, e da discussão, terem começado, claro, com a «Utopia» de Thomas More (ou provavelmente antes – «A República», de Platão, também apontava para uma suposta «sociedade perfeita»), o certo é que foi o seu contrário, a distopia, que se tornou mais predominante na cultura popular. Na literatura avultam, em especial, «Bravo Novo Mundo» de Aldous Huxley e «1984» de George Orwell. Mas foi no cinema que o panorama, a perspectiva de sociedades futuristas problemáticas e/ou repressivas se difundiu decididamente. Deixamos duas abordagens ao tema, aqui e aqui.
Arquivos da Fantasia
2010-03-20 0:30 | Em Sem categoria | Octávio dos Santos | Nenhum comentárioNos «ficheiros» não muito secretos da Simetria passam a constar a partir de hoje: uma carta de Philip K. Dick sobre «Blade Runner»; «A História Secreta da Ficção Científica»; «Lovecraft 101»; porque é que o HAL 9000 cantou «Daisy»; porque é que não houve um livro de FC vencedor do Prémio Booker?
“Império Terra” lançado pela HM Editora
2010-02-27 0:11 | Em Destaques, Fiction News | Luís Richheimer de Sequeira | 1 comentário
Ainda não é muito frequente a utilização das small presses em Portugal, pelo menos não ao nível da lulu.com ou semelhantes small presses anglo-saxónicas. O conceito da auto-publicação (também conhecido por vanity press, modelo em que o autor assume o risco da própria publicação, pagando os custos da mesma e assumindo a própria substituição) tem-se sofisticado graças à Web: agora não só é possível a auto-publicação de forma automática ou semi-automática com relativa facilidade (na maior parte dos casos, basta fazer um upload de um ficheiro Word, PDF, ou semelhante), como a própria small press se encarrega da divulgação via site e da venda a partir do mesmo.
A HM Editora é uma small press nacional (uma sociedade unipessoal criada por Hugo Mota em Leça da Palmeira). A partir de uma “loja online” com um aspecto muito semelhante ao das editoras nacionais que também usam a Web como canal de venda, esta editora engenhosamente coloca à disposição dos potenciais autores a possibilidade de verem, finalmente, as suas obras em papel. Dado que a editora não tem qualquer risco — não tem de guardar stocks nem se preocupar com a distribuição, as consignações, as montras das lojas — pode assim publicar “qualquer coisa”, sendo o mercado (os leitores) que decidem o que querem adquirir, o que permite, por sua vez, que qualquer autor potencial coloque os seus livros à venda através deste modelo.
“Império Terra” é um livro que o seu autor, Paulo Fonseca, descreve como “Um Novo Mundo Fantástico”. A promoção do mesmo tem ocorrido através de um blog próprio (muito à semelhança do que fazem os autores de bestsellers estrangeiros) mas também numa sessão oficial de lançamento, na Sala Visconti da Fábrica Braço de Prata em Lisboa, no próximo domingo, dia 28 de Fevereiro de 2010, pelas 17h, com entrada livre. Trata-se do segundo livro do autor, que já tinha publicado pela primeira vez através da Papiro Editora.
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