Possível descoberta de uma super-Terra a orbitar Proxima Centauri

Os astrónomos descobriram outro candidato a exoplaneta a orbitar a nossa estrela vizinha Proxima Centauri. O artigo a anunciar estes resultados foi publicado na revista Science Advances. Se for confirmado, será o segundo exoplaneta a orbitar a estrela. Foi uma grande notícia quando, em 2016, os astrónomos descobriram um planeta […]

Um gigante tranquilo

Em comparação connosco ou com qualquer coisa que possamos construir na Terra, muitos dos objetos cósmicos são enormes. Mas alguns deles são tão grandes que é realmente difícil imaginar as suas dimensões. O Telescópio Espacial Hubble obteve esta imagem de uma vasta – e majestosa – galáxia espiral. A galáxia […]

Entre 2016 e 2017

Entre 2016 e 2017 publiquei no sítio da Imaginauta uma pequena coluna intitulada Devaneios com URL, em que reunia um conjunto de hiperligações online e o revestia com um texto orientador para promover a leitura. Este trabalho vinha no seguimento de uma participação mais assídua, na Trëma, no início da década, que procurou também reunir o que se ia dizendo a respeito da Ficção Científica, em sítios portugueses, brasileiros e alguns não lusófonos. Mas o esforço despendido para estes exercícios não é menosprezável, e por fim acabou por não compensar o resultado, pois não perdura no tempo: sendo precisamente a hipernavegação que o justifica, não só depende da permanência das referidas referências (e muitas ligações vão desaparecendo com os anos, fenómeno comprovável numa significativa percentagem de textos deste próprio «Efeitos Secundários» da década passada), como impossibilita a sua transposição para papel. E o que não é transponível para papel, infelizmente não tem qualquer garantia de sobrevivência. Daí que, numa tentativa de reavivar este blogue (que precisa de um makeover radical), recupero a indicação de algumas leituras mas numa chamada de atenção mais básica, que é outra forma de dizer preguiçosa. Talvez recupere um Devaneios quando a ocasião o justificar.
  • Um breve comentário em espanhol sobre os Despojados, de Le Guin.
  • A Cristina Alves realiza uma sumária, mas importante, reminiscência pessoal sobre a Ficção Especulativa (*) em Portugal, em duas partes. Aqui se confirma como a dinâmica do género passa, no nosso país, mais por eventos, por manifestações efémeras (que só recentemente começam a ficar com registo gravado), e menos por substância material, publicável, reproduzível (não obstante haver excepções, que as há, e boas, do online à prosa à banda desenhada).
  • Uma das poucas críticas à antologia O Resto é Paisagem (que merecia mais críticas).
  • Crítica à imprescindível antologia Fractais Tropicais, organização de Nelson de Oliveira, acompanhada de entrevista com o próprio – um caleidoscópio elucidativo com os autores e matérias das três ondas (gerações) da Ficção Científica brasileira. Algo que gostaria de poder reproduzir com a FC portuguesa.
  • Também do Brasil, crítica ao Infinito em Pó de Luís Giffoni, mais uma obra dessa FC tão linguísticamente próxima de nós mas tão (economica e logisticamente) distante, pela inexistência de um intercâmbio editorial prático e eficaz entre os dois países.

(*) termo que odeio, e que infelizmente se tem disseminado entre as nossas camadas mais jovens, englobando indiscriminadamente propostas narrativas de novos autores portugueses que se inserem, na prática, nas tradições sobejamente conhecidas da ficção científica (de matriz utópica) e da fantasia/fantástico (de matriz mítico-épica) - as quais se perdem na designação «comercialmente correta» (porque tenta agradar aos gregos e troianos dos dois tipos de leitores, para poder vender a todos) de Ficção Especulativa.

Resenha: Avalovara (Por João Gomes Moreira)

Foi numa tarde sem sol, quando pela primeira vez, numa biblioteca pública, entre os escombros de livros secundários, sicários, subalternos; esbarrei na “caixa-preta” Avalovara, 1973. A sinopse no verso do livro dizia: “Um pássaro formado de muitos pássaros. Uma frase que, lida em todas as direções, tem o mesmo significado. Uma melodia que nunca se […]