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Nunca é demais afirmá-lo e destacá-lo: Luís Filipe Silva é uma das figuras centrais (aliás, talvez a figura central) da ficção científica portuguesa contemporânea, pelas múltiplas funções que desempenha – autor (prolífico e multifacetado), tradutor, prefaciador, organizador, divulgador, orador – e também por (man)ter um bom relacionamento com praticamente todas as principais figuras de um meio em que são frequentes as polémicas, que podem ir desde uma troca de palavras (presencial ou remota) mais ácida (ou amarga) ao puro e simples corte de relações… e, neste assunto, eu sei bem do que falo (escrevo), infelizmente.

Porém, e algo contraditoriamente (ou talvez não, porque o Luís não é o género de pessoa que passa o tempo a gabar-se… embora não lhe faltem motivos concretos para isso), ele não costuma informar e promover com elevadas acutilância e abrangência os seus (vários) feitos. Veja-se o que acontece em dois dos seus «canais de comunicação»: no sítio Tecnofantasia, duas das suas componentes – «Breves» e «Notícias» – não são actualizadas desde Novembro de 2011 (!), e a terceira, o blog Efeitos Secundários, registou, entre 1 de Agosto de 2015 e 5 de Março de 2016, apenas três entradas… e as três seguintes, de 29 de Maio, 11 e 13 de Junho são muito significativas, como se verá adiante; na sua conta de Twitter as novas inserções são também de cadência irregular – e, evidentemente, tendo no máximo 140 caracteres, aquelas consistem, quase sempre, em (úteis e interessantes, sem dúvida) hiperligações. Admito que será diferente para mais e para melhor no Facebook, mas, como não aderi ao sistema criado por Mark Zuckerberg, não posso confirmar.

Assim, considerei que este é o local e o momento apropriado para fazer um pequeno «apanhado» do que LFS tem protagonizado de mais notável e de mais relevante ultimamente. Já no mês passado assinalei que ele foi um dos colaboradores – com um conto – no primeiro número da revista (digital) Mensageiros das Estrelas. Acrescente-se: outro conto, intitulado «Na crista da onda», incluído na colectânea brasileira «Space Opera –Aventuras Fabulosas por Universos Extraordinários»; a reedição do seu romance «A Galxmente» pela Épica, mais de 20 anos depois da edição original (em dois volumes) pela Caminho, e que justificou não uma, não duas, mas sim três entradas retrospectivas (e mais se justificariam) no Efeitos Secundários; a preparação, com João Seixas, da «Antologia Erótica de Literatura Fantástica»; a redacção e a publicação (a 25 de Abril último) da entrada sobre Portugal na (electrónica e anglófona) Enciclopédia da Ficção Científica – onde não recebem menção algumas obras e alguns autores que provavelmente o mereceriam, embora seja certo que este não é um trabalho que se pretende exaustivo (mas que é, supõe-se, passível de actualizações e de revisões); participação, a 16 de Julho último, na mesa redonda «FC – Um universo transnacional», integrada no programa da Sci-Fi Lx 2016; participação, a 15 de Setembro próximo, no «Dia das Palestras» do «SyFy Scientific Review», a ter lugar na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e a sua terá o título «Cérebros positrónicos, lagostas e outras singularidades – Inteligências artificiais na Ficção Científica» (de notar igualmente que João Seixas participará, no mesmo dia, num debate a cinco subordinado ao tema «Inteligência Artificial – Moralidade e Ética»).

E isto é o de que eu tenho conhecimento agora; provavelmente, o Luís tem mais por aí que ainda não nos disse ou que nós ainda não descobrimos…

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