No meu texto «Ainda andam por aí bastantes “Buíças”…», publicado em Agosto de 2015 também no Simetria, escrevi: «Agora, é esperar – sem grandes (favoráveis) expectativas, obviamente – pela opinião da dita cuja criatura sobre “Mensageiros das Estrelas”; o que, a avaliar pelo seu ritmo de leitura, não deverá acontecer antes de 2018…» E acertei na minha previsão: foi em Abril deste ano de 2019 que a «dita cuja criatura» – sim, Jorge Candeias – começou a «criticar» os contos que integram a antologia de contos por mim concebida e co-organizada, e de que fui um dos autores, publicada em 2012 pela Fronteira do Caos…

… E o que há quatro anos escrevi a propósito das «capacidades analíticas» do extremo-esquerdista sulista «demonstradas» nas recenções que fez aos contos d’«A República Nunca Existiu!» pode ser aplicado, praticamente sem grandes alterações, a estas que fez depois: «(…) Dados os meus passados “incidentes”, os meus maus “antecedentes”, com aquela pessoa, seria pouco provável que o livro em geral e o meu conto em particular viessem a ser objecto de uma abordagem positiva. O que se confirmou (…): havendo um preconceito ideológico e até pessoal, não é de esperar honestidade intelectual, isenção, justeza, na análise… que, de facto, não existiram. Porém, não fui o único a ser “atingido” (mas sobrevivi ;-)) (…). Com efeito, quase todos os outros autores foram alvo da “(sa)raiva(da)”, e nestas “recensões” quase todos os “argumentos” e os seus opostos serviram: se o conto não estava mal escrito era o estilo a estar errado; tanto podia haver muita, demasiada, exagerada, informação como haver pouca.» Quem quiser confirmar, mais uma vez, que Jorge Candeias não tem qualquer credibilidade, que não é um observador e um avaliador confiável e rigoroso, e que aquilo que ele afirma deve ser entendido e interpretado ao contrário (ou seja, se ele diz que é mau é porque é bom, e vice-versa), e, quiçá, deprimir-se – e rir-se – com o seu azedo pedantismo, piorado pelo seu militante e ridículo «acordismo», pode ler cada uma das «críticas» aos participantes na «Mensageiros das Estrelas»: Nuno Fonseca, Luísa Marques da Silva, Maria de Menezes, Cristina Flora, António Pedro Saraiva, Luís Filipe Silva, Ozias Filho, João Afonso Machado, Ana Cristina Luz, Sacha Andrade Ramos, Isabel Cristina Pires, António de Macedo, Pedro Manuel Calvete, José António Barreiros, Sérgio Franclim, Octávio dos Santos, Miguel Garcia e João Seixas.     

Três destes 18 casos merecem, no entanto, uma menção maior. Primeiro, o de Luís Filipe Silva, cujo conto «In Falsetto» suscitou ao sectário escriba apreciações como «bastante vazia», «muito ténue», «banal», «não inova em nada», «muitos furos abaixo do melhor que o autor já produziu», e ainda, o que é especialmente hilariante, «claramente não existiu uma revisão atenta» – eu posso assegurar que aquela de facto existiu; enfim, trata-se de alguém que, como os da laia dele, vivem num mundo à parte, na sua própria (ir)realidade alternativa, e mandam «bocas» sem cuidar de saber se é verdade, sem perguntar àqueles que sabem; este desprezo por uma narrativa que, mais do que brilhante, é quase genial, mostra até que ponto nem o facto de LFS ser amigo de JC – aliás, até já colaboraram em alguns projectos – o «livrou» de recriminações pela «ousadia» de ter aceite um convite meu. Segundo caso, o de Pedro Manuel Calvete, cujo conto «No topo da cadeia alimentar», ou, mais concretamente, o respectivo final, muito incomodou e irritou JC (tanto que até o revelou!), e, apenas porque ele foi completamente apanhado de surpresa pelo mesmo, tal foi suficiente para (mais uma) avaliação negativa; será que o «candeias que vai atrás» nunca ouviu falar dos surrealistas e dos dadaístas? Terceiro caso, o meu; nunca tive quaisquer dúvidas, e isso mesmo afirmei a vários dos autores que ia sucessivamente avisando das atoardas a eles dirigidas vindas do Algarve, de que a mais negativa «apreciação», de que a pior «classificação», estariam reservadas para mim, juntamente com uns quantos, inevitáveis, insultos, e, obviamente, acertei, foi isso mesmo o que aconteceu…

… E, como também não podia deixar de ser, respondi ao ressentido de modo apropriado: «Destaque-se, antes de mais, a estranheza e a incongruência em considerar Almada Negreiros fascista e, depois, (algo) anarquista; eu diria que são conceitos deveras antagónicos – e, mais, o fascismo enquanto doutrina só surgiu na década seguinte do século XX, a de 20, com Benito Mussolini. Porém, e na verdade, Jorge Candeias não costuma distinguir-se pela cultura, pela lógica e pela inteligência, além de pelas boas maneiras. E, com efeito, a questão fulcral com ele é a educação, ou, mais precisamente, a falta dela. Neste caso, trata-se, pura e simplesmente, de (outro) ataque pessoal contra mim, e não provocado.  Poder-se-ia pensar que no meu conto eu o nomeio concretamente e o insulto, o que teria causado esta reacção e, de certo modo, a justificaria. Nada disso, evidentemente. Com ele não há qualquer respeito, um mínimo de cordialidade e de civismo: parte-se logo para a mentira e para a ofensa gratuitas… Porque chamar-me a mim (e ao meu conto) “fascista” é uma mentira e uma ofensa gratuitas. Repare-se que ele não explica porque é que o que eu escrevi é (“um pedaço de lixo”) “fascista”; não dá exemplos, excertos, que o provem. E,  muito provavelmente, até já tinha decidido aplicar-me aquele epíteto antes mesmo de ler… partindo do princípio de que leu (tudo), pois há motivos para duvidar disso: recorde-se que ele nem chegou ao fim do primeiro capítulo (de oito no total) do meu romance “Espíritos das Luzes”, o que não o impediu, desavergonhadamente (e exibindo, de novo, a sua intrínseca desonestidade intelectual), de atribuir áquela minha obra uma classificação global final (e a mínima). E impõe-se a pergunta, a especulação: será que JC assumiu (e um “ass” ele é de certeza) que a personagem que faz o monólogo (em que consiste o conto) sou eu? Acaso naquela frágil cabecinha não terá surgido a hipótese de o protagonista, o “orador”, ser outra pessoa que não o autor, com outra personalidade, opiniões, características? De qualquer forma, não há atenuantes para aquilo que ele fez. Noutros tempos não tão distantes quanto isso este assunto seria “resolvido” com umas boas bengaladas. Actualmente, porque entretanto “evoluímos” e nos tornámos mais “civilizados”, o desenlace desenrolar-se-ia em tribunal com um processo por difamação. Nessa eventualidade acredito que não me faltaria uma assistência especializada e competente: “A República Nunca Existiu!” e “Mensageiros das Estrelas” contam com um total de cinco juristas… e isto para não falar da que eu tenho em casa! No entanto, e pensando bem, valeria mesmo a pena (e a minha alma não é pequena) dar tanta importância àquela mesquinha, patética criatura? No fundo, JC até é merecedor de (não muita) comiseração: esta mais recente birra histérica é apenas outra demonstração do complexo de inferioridade, da inveja, que ele sente em relação a mim, não só ao nível literário em particular mas também ao nível pessoal mais geral. Aliás, e como ele próprio já escreveu, talvez enquanto se olhava ao espelho, “o ódio é mau conselheiro. Torna as pessoas muito, muito burras”.»

Apesar de «vozes de burro não chega(re)m ao céu», devemos agradecer a Jorge Candeias as 19 vezes – correspondentes aos 18 contos e respectivos autores que integram a antologia, e o texto global final a ela alusivo – que publicitou «Mensageiros das Estrelas». Mais: ele comprou o exemplar que usou nesta demonstração (mais uma…) do seu mau carácter e do seu pior intelecto! Só por isso não deveríamos ficar muito zangados com ele. Nem, vendo bem, com as tais «pessoas cuja opinião (ele se habituou) a respeitar» e das quais terá vindo «mal recomendada» a antologia – cobardes que não se assumem e que, quiçá, não se conforma(ra)m por não terem sido para ela convidados. Todavia, nem JC nem outros alguma vez conseguirão «matar» os «mensageiros»… das estrelas, cujas luzes são muito mais brilhantes, fortes, intensas, do que as de meras candeias.