No próximo dia 25 de Novembro estarei no Porto para participar no «1º Encontro Internacional de História Mundial ”e se?”». Mais concretamente, integrarei o terceiro painel, com início às 15.15 e término às 16.15 horas, denominado «Questões da política contemporânea e história alternativa», juntamente com Nelson Zagalo e Tomás Vieira Silva. A iniciativa decorrerá n(o auditório Casa Comum d)a Reitoria da Universidade do Porto e é organizada pela Invicta Imaginária, colectivo criativo responsável pelo projecto «Winepunk» e ao qual pertence AMP Rodriguez, que comigo participou, no ano passado, no colóquio «República Irreal & Fantástica» e que agora me convidou para esta iniciativa.     

Este encontro na capital da Norte começará às 10 horas e acabará às 18.30. Outros temas em discussão e respectivos painéis serão «Divergências históricas nas realidades alternativas lusófonas», «Arte e história alternativa» e «As leis e os costumes retrofuturistas», em que participarão Alfredo Behrens, Fátima São Simão, João Barreiros, João Seixas, Luís Filipe Silva, Jorge Palinhos, Madalena Nogueira dos Santos, Rogério Ribeiro e Vítor Almeida. Haverá também duas comunicações especiais: «Steampunk, a conquista retrofuturista do imaginário colectivo», por Joana Neto Lima; e «Cronologias revistas e aumentadas – Novos desafios literários na história alternativa portuguesa», por Sandra Maria Teixeira. E ainda exibição de curtas-metragens, música (de piano) ao vivo e a inauguração de uma exposição de ilustrações de Rui Alex. AMP Rodriguez conduzirá a sessão de abertura e Fátima Vieira (vice-reitora da Universidade do Porto) a de encerramento. 

Segundo a organização do encontro, este tem como objectivo «perguntar, imaginar e analisar as respostas possíveis para as realidades impossíveis e brindar, entre académicos e público em geral, ao que de extraordinário e fecundo elas trazem à sociedade real.» Além de que «as histórias de “E se…” têm constituído, ao longo das épocas, uma forma privilegiada de exploração artística e filosófica do impacto dos acontecimentos da História, passados ou futuros na nossa sociedade. São um exercício de reflexão de uma cultura, uma forma de olharmos para nós mesmos sem as amarras do realismo puro e sem a absoluta liberdade do surrealismo, mas ancorados em elementos familiares que permitem aos leitores identificar facilmente o ambiente que está a ser explorado.»

A minha presença neste evento é justificada, obviamente, pelo facto de eu ser o criador, organizador e um dos autores da antologia de história alternativa «A República Nunca Existiu!», livro que, mais de dez anos depois da sua edição, continua ocasionalmente a ser referenciado e comentado. No revista Bang! Nº 25 (Outubro de 2018), e na página 110, Rogério Ribeiro, no texto «A história da Saída de Emergência no Fórum Fantástico, recordou: «Continuando a relação do evento com as antologias da SdE, no FF2007 foi apresentada a antologia “A República Nunca Existiu!”, editada por Octávio dos Santos.» No seu blog O Prazer das Coisas, a 5 de Março de 2019 Tita deu por escrito e em vídeo (neste a partir dos nove minutos), a sua opinião sobre o livro. No sítio Bit2Geek, e a 25 de Julho último, Artur Coelho não considerou «A República…» como um dos principais «cinco livros para descobrir a ficção científica portuguesa» mas não deixou de lhe fazer uma menção como uma dos exemplos da «muito pouca coisa», de obras que é «muito raro encontrar» por autores portugueses numa das «vertentes e sub-géneros da FC e Fantástico» que é a história alternativa.