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O interesse por J. R. R. Tolkien e pela sua obra, e a popularidade de que um e a outra continuam a desfrutar, continuam a ser muito grandes. E tal é melhor aferido pelas transposições das suas criações para outros meios. Grupos musicais como os Led Zeppelin, entre muitos outros, adaptaram histórias, personagens, imaginários de Tolkien para canções; mas, evidentemente, nada que se compare às adaptações feitas para o cinema. Mais de dez anos após a primeira trilogia, a que levou ao grande ecrã (e aos pequenos, através do vídeo doméstico) «O Senhor dos Anéis», Peter Jackson realizou mais uma, agora baseada n’«O Hobbit». Neste ano de 2014 estreará o terceiro e último capítulo da saga, «A Batalha dos Cinco Exércitos», depois de «Uma Jornada Inesperada» (2012) e «A Desolação de Smaug» (2013).

Não é só pelo entretenimento que J. R. R. Tolkien é venerado: é também pelo estudo. Não têm faltado, por todo o Mundo, e no âmbito académico, universitário, as iniciativas, encontros, congressos, colóquios, projectos de investigação que têm como tema central o autor de «O Silmarillion». Só este ano em Portugal são (pelo menos) dois. O primeiro foi o (segundo) seminário «Tolkien – Construtor de Mundos», que decorreu há precisamente dois meses, a 27 de Março, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, organizado pelo Centro de Estudos Anglísticos da UL – que também organiza, recorde-se, (o)s colóquio(s) «Mensageiros das Estrelas»; João Campos, no blog Viagem a Andrómeda, fez um relato e uma análise do evento. O segundo será a conferência «Mundos feitos de Heróis» (que mereceu um destaque pela Tolkien Society), a 6 e 7 de Novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, organizada pelo Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies e pelo Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, também como forma de assinalar, e celebrar, o 60º aniversário da edição de «A Irmandade do Anel».

E se alguém pensava que seria difícil, ou impossível, ser-se surpreendido por algo de novo, de inesperado, de diferente, relacionado com J. R. R. Tolkien, uma recente revelação (também divulgada por João Campos no VaA) veio desmenti-lo: existe uma gravação de um discurso feito pelo escritor na Holanda, em 1958, e que será este ano editada integralmente. Que mais existirá ainda nas «arcas dos tesouros» da Terra Média?

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