TRANSCENDENCE

Atenção: montes de spoilers no texto abaixo!

Faço investigação em inteligência artificial e todas as semanas aturo um grupo chato de transumanistas que colocam Ray Kurzweil no seu altar e acendem-lhe velinhas e pedem-lhe que traga a Singularidade para as suas casas (só vou a esses debates para os provocar). Por isso, fui ver o filme só porque a minha mulher gosta do Johnny Depp (eu também, mas por razões diferentes dela!). Esperava uma «banhada transumanista», mas como gosto de ver banhadas e blockbusters, não me importei de ir ver «Transcendence».

Saí do filme com uma impressão bem mais estranha: a de que, ao contrário do que estava à espera (que era basicamente ou um filme a fazer a apologia transumanista, ou precisamente o seu oposto, um filme a expôr os perigos da tecnologia), o filme tem uma mensagem complexa e completamente ambígua. É um filme com uma mensagem provocadora que nos faz pensar — especialmente depois do filme. Ora era isso o que se queria da Ficção Científica (com maíusculas) nos seus tempos áureos (que acabaram há meio século atrás): que as ideias fossem provocadoras e que nos fizessem pensar.

O filme é tão ambíguo, tão intrincado, tão subtil nos seus detalhes que… a maioria dos espectadores nunca terão capacidade para o compreender. Nesse sentido, não admira que a crítica tenha demolido este filme: a esmagadora maioria não o compreendeu, mas aqueles que o compreenderam, justamente acharam que não era um filme para o grande público — é demasiado difícil para a audiência. E, como nos dias que correm, o que interessa é que as pessoas não pensem muito, que hajam muitos efeitos especiais, ou, em alternativa, representações espectaculares, então «Transcendence» não serve para as salas de cinema do grande público.

Há quem considere que a inspiração principal do filme tenha sido «A Mosca» de Kronenberg, e penso haver boas razões para essa analogia, mas considero «Transcendence» muito mais ambíguo.

Mas a própria sinopse oficial do filme coloca logo o ênfase no «brilhantismo» do Dr. Caster, criando na audiência a expectativa de que algo de grandioso lhe vai acontecer. E, de facto, assim parece que se seguem os velhos clichés da «má» ficção científica: cientista famoso quer criar uma inteligência artificial super-poderosa, um grupo de terroristas ludditas quer parar com a loucura, matam-no, mas, qual Dr. Frankenstein que se torna no seu próprio monstro, a mulher e o amigo de Will Caster fazem-lhe um upload da mente para um supercomputador quântico, e a sua mente sobrevive. Sem emoções, Caster procura agora dominar o mundo, e é quando começa a lançar pragas de nanobots para a atmosfera e a controlar mentes de humanos para servirem de zombies, que então decidem pará-lo, usando um vírus que o destrói. Infelizmente nessa altura, Will Caster já tinha deixado cópias de si mesmo em todos os computadores e telemóveis ligados à Internet, logo, acaba-se a civilização tal como a conhecemos. No final ficamos na dúvida se Will Caster sobreviveu ou não.

Este foi aparentemente o filme que os críticos (e a maioria da audiência) viram, pelo que não admira que não tenha suscitado grande interesse.

Mas esta é só a camada mais superficial (e, logo, mais fácil de compreender) do filme. Repare-se cuidadosamente na evolução das personagens ao longo do filme. O Dr. Will Caster (will = a mente! Não é por acaso; o filme está cheio destes pequenos detalhes…), papel desempenhado por Johnny Depp, tem poucas ambições políticas e detesta a exposição pública; apenas se preocupa com a ciência pura, mesmo que seja incompreensível para o grande público. Não lhe interessa grandemente «afectar» o mundo; para ele, os problemas éticos não se colocam. O importante é estudar e compreender, depois logo ser verá o que se faz em termos de resolver os problemas das pessoas.

É justamente a mulher dele que é a visionária, que quer usar a ciência para curar pessoas e o planeta. No meio dos dois — um triângulo amoroso platónico, nunca concretizado — está Max Waters, «a terceira mente mais brilhante do planeta» (segundo Will Caster), que desempenha o papel do cientista ético. No início do filme, ele diz que não quer estudar a ciência só por si, quer usar a inteligência artificial e a nanotecnologia para curar cancros e erradicar a Alzheimer. São justamente alunos (em especial uma aluna) dele que, compreendendo os «perigos» da ciência pura sem componente ética, que criam uma rede terrorista para destruir os cientistas que ameaçam o planeta, criando a Singularidade de Kurzweil — no filme, já há algumas AIs que estão perto de atingir a auto-consciência, ou já a atingiram. Para o grupo terrorista, deixar que estas AIs se espalhem pela Internet será o fim da humanidade. Mas estes terroristas são ex-alunos de AI, ex-alunos de nanotecnologia — não são «tecnófobos», pelo contrário, querem uma ciência «segura» e ética, mas também querem um maior humanismo (vejam-se os panfletos e cartazes deste grupo terrorista, publicados no site oficial, que são extremamente provocadores e muito interessantes!).

Quando Evelyn, mulher de Caster, com o auxílio de Max Waters, fazem o upload da mente de Will Caster para os restos do supercomputador quântico que continha a AI em que Will estava a trabalhar (antes de ser desligada pela própria Evelyn), os terroristas ludditas entram em pânico, especialmente quando é «tarde demais» — Evelyn dota Will da capacidade de se transferir para a Internet, e os ludditas sabem que a mente de Will «escapou».

Tentam então recrutar Max Waters para a sua causa, raptando-o. Mas vemos que não são terroristas «quaisquer» — não são loucos nem têm uma causa perdida. Sabem argumentar muito bem a sua causa, e, apesar de matarem pessoas, quase que sentimos empatia por eles: percebemos do perigo que Will representa. É que Will começa por manipular a bolsa de Nova Iorque e, com o dinheiro, constrói uma base secreta num local remoto e inacessível — onde começa a usar nanotecnologia para acelerar processos orgânicos de crescimento, mistura nanotecnologia com células estaminais para reparar tecidos, e, aos poucos, consegue mesmo curar pessoas (fazendo cegos ver e deficientes físicos voltarem a andar… como numa profecia messiânica). Mas também as coloca em contacto directo com a sua própria mente: podem agir como zombies, controlados pela sua mente, ou como indivíduos, consoante a sua necessidade.

É nesta altura que a própria Evelyn começa a suspeitar de que Will, agora puramente máquina, tenha enlouquecido. E o timing não podia ser o melhor. Numa estranha aliança entre cientistas, FBI, o exército americano (usando armamento pré-electrónico, para não poderem ser subvertidos pelo controle electrónico de Will), e a própria organização terrorista, procura-se atacar Will na sua base. O primeiro ataque falha, mas Evelyn está cada vez mais hesitante. Aquele não é o Will que ela conhecia: manipulador, querendo controlar o universo. É, pois, fácil, à «estranha aliança», persuadi-la de que não está já a lidar com a personalidade de Will. Perguntam-çhe directamente: «O Will que conhecia teria algum interesse em controlar o mundo?» Ela tem de admitir que não.

Ironicamente, é Will que desconfia que a mulher que ama já não lhe é leal — é ele que lhe diz, no meio de uma discussão em torno da regeneração biológica, que acha que ela mudou. Na altura não é bem óbvio qual o papel desta inversão de papéis.

Evelyn é «raptada» para ser convertida à causa, e Max Waters explica que tem a possibilidade de escrever um vírus capaz de incapacitar Will. Há vários problemas com esta solução. A primeira é que parte do pressuposto que Will ainda use umas subrotinas de acesso remoto às nanomáquinas, escritas por Max Waters, anos atrás. A segunda é que é preciso que alguém consiga passar pelas defesas de Will na sua base. E a terceira é que todos já sabem que Will se espalhou por todos os computadores ligados à Internet no mundo: o vírus que irá destruir Will irá também destruir a Internet, as redes de telemóvel, a rede financeira mundial, tudo — voltando-se a uma era pré-tecnológica.

Evelyn acha finalmente que o Will que já conheceu não existe mais e está disposta a sacrificar-se a bem da humanidade para o infectar com o vírus — coisa que poderá fazer porque diz que Will só confiará nela para entrar na base.

Aqui vamos encontrar muitas ambiguidades, que as próprias personagens não conseguem responder. Will nunca mata ninguém — nem sequer as magoa. Os seus zombies, que voluntariamente se submeteram às operações de regeneração, e que passaram a ter um objectivo na vida (em vez de estarem confinados a uma existência sem sentido, numa cidade perdida num deserto americano), são essencialmente passivos, e mostram apenas uma profunda tristeza quando enfrentam os oponentes. Will acaba por incapacitar soldados americanos, mas paralizando-os apenas, nunca os ferindo ou magoando. Quando a sua base está sob ataque, embora pudesse responder com uma força avassaladora, concentra-se apenas em reconstruir o que vai sendo destruído pelos bombardeamentos — mas nunca retalia.

Numa cena anterior, Will lamenta-se que o estejam a atacar. Evelyn acusa-o de que ele está a fazer mal às pessoas (referindo-se ao controle dos zombies). É um momento crucial do enredo: Will explica que tudo o que está a fazer é tentar concretizar o sonho de Evelyn — um mundo em que as pessoas estejam livres de doenças e de acidentes, e em que se pode reverter os males da poluição, e tornar o planeta seguro. Sempre foi esse o sonho de Evelyn, não de Max; mas agora que ele tem a capacidade de concretizar o sonho de Evelyn, ela não o compreende e afasta-se.

Quando Evelyn, qual Judas, infectada pelo vírus de Max, regressa à base, o próprio Will (já com um corpo reconstruído) sabe perfeitamente que vai ser atacado e como. É ele que diz a Evelyn para voltar atrás. Ela, desempenhando o seu papel, diz que voltou para ser protegida por ele, e para que Will lhe faça também o upload da mente. Will tenta desconvencê-la disso. Percebe que ela agora o receia, ao ponto de servir de Cavalo de Tróia nesta batalha. Parece desapontado que as pessoas, que aos poucos pareciam estar a aceitar a estranheza destas novas tecnologias, tenham chegado ao seu limite, a partir do qual querem destruir tudo. Will não teme o vírus; diz a Evelyn que não irá retaliar, mas que irá transcender o vírus (o que na altura não se percebe).

A situação precipita-se. Evelyn é atingida pelos bombardeios, e vai morrer se não for curada. Will leva-a para a base mas hesita. Sabe que a pode curar e fazer-lhe upload da mente, mas, se o fizer, será vencido pelo vírus que ela carrega. A alternativa é ela morrer. Há uma hesitação durante uns minutos, e uma cena romântica em que Will mostra a Evelyn imagens do futuro com que ela sempre sonhou. Mais uma vez se instaura a ambiguidade: Evelyn entra na base com o objectivo de destruir Will, mas apercebe-se que, afinal de contas, a «megalomania» de Will não é mais do que um acto de profundo amor: Will, transcendendo-se a si próprio, descarta todos os interesses pessoais. Toma como sua a visão da sua própria mulher: a de criar um mundo melhor para benefício de todos, meramente porque tem poder para o fazer. Para ele, a perfeição seria que Evelyn se lhe juntasse — mas nem sequer nisso ele insiste muito, apenas lhe diz que a hipótese existe. Moribunda, Evelyn parece compreender. Ambos se juntam num abraço final, até que o vírus infecta Will, e a era tecnológica como a conhecemos hoje acaba.

Max, anos depois (retoma-se a cena inicial do filme), repara, na última cena do filme, que há apenas um pequeno recanto do jardim da antiga casa de Evelyn e Will (protegida por uma gaiola de Faraday, e, logo, imune ao ataque do vírus) que está florescente. Uma gota de água tomba de um girassol para uma poça oleosa que se torna translúcida e clara. Max compreende então que uma mente transcendente nunca deixaria que fosse totalmente destruída; e o espectador sabe que Will considerava aquele recanto do jardim, inexplicavelmente coberto por uma gaiola de Faraday, «o seu refúgio».

Ora o que torna este filme tão interessante (mas difícil!) é esta constante ambiguidade. Will, antes de «morrer», é apresentado como estando pouco preocupado com o mundo e com as pessoas que nele habitam, exceptuando a sua mulher. O que lhe interessa é a ciência pura. Logo, parece um autómato, fechado em si, previsível. Mas é quando a sua mente é «transcendida» através do upload que subitamente se torna mais humano. Passa a compreender a visão de Evelyn, que considera superior à sua. Por amor — primeiro a Evelyn, mas depois a toda a humanidade e ao planeta onde esta habita — resolve colocar em prática a concretização do sonho de Evelyn. Dedica tudo a esta causa, e não tem outra ambição senão a de acelerar o processo. Mas fá-lo de forma desapaixonada e desinteressada. Não quer glória, nem fama (dinheiro não lhe falta). Quer, isso sim, que seja a mulher a ser a protagonista, a embaixadora duma nova sociedade, sem fome, sem doenças, sem problemas de saúde, vivendo num planeta limpo. Logo, torna-se mais humano quando é justamente «máquina». Evelyn parece não compreender isto a início, mas também parece, no final, finalmente compreender tudo (pois diz, enquanto decorre o upload da sua própria mente, que «agora tudo se tornou claro»).

Max começa, em voz off, no início do filme, a dizer que «compreende o que Will e Evelyn queriam fazer» — mas só no final do filme é que sabemos ao que se refere. Durante o filme salta entre extremos. Defende a ciência ética, mas também ajuda Evelyn a roubar equipamento de laboratório para salvar a mente de Will. Repudia os terroristas, que matam pessoas para «criar um mundo melhor», mas depois é convertido por estes, junta-se à sua causa, e estabelece o contacto com o FBI, o exército, e os cientistas de AI que sobreviveram. No final, parece demonstrar o seu amor platónico por Evelyn — o próprio Will suspeita desta mais-que-amizade e até lhe pede que a proteja — mas acaba por reconhecer que é melhor «sacrificar» Evelyn, contaminando-a com o vírus, para destruir Will. Mas no final parece perceber as intenções de Will e de não lhe guardar qualquer espécie de ódio, pelo contrário.

Os próprios terroristas ludditas são muito ambíguos. É certo que não hesitam em matar e raptar pessoas «para bem da humanidade». No entanto, admiram o trabalho dos cientistas de AI, tendo muitos deles sido alunos destes. Admiram em especial o trabalho de Max Waters por este colocar o foco na ciência ética. Mas por outro lado, também partilham da visão de Evelyn — a ciência ao serviço do bem-estar da humanidade — e, no fundo, parecem ter a mesma metodologia que Will: usar métodos pouco ortodoxos para atingir os seus fins. Só que Will nunca magoa, muito menos mata, ninguém. É muito mais humano que os terroristas, o que seria de esperar… se depois não houvesse esta «estranha aliança» entre terroristas, FBI, exército, e cientistas de AI. É certo que o FBI diz que a aliança com os terroristas se justifica para depois terem um bode expiatório se tudo correr mal… mas não deixa de ser interessante ver os múltiplos lados da questão: inimigos de ambos os lados da lei, FBI e terroristas aliam-se para destruir uma ameaça comum, quando na realidade essa «ameaça» só quer o bem da humanidade. Os ludditas, defendendo uma sociedade sem excesso de dependência tecnológica, com um planeta limpo, não poluído, sem os «males» da tecnologia… querem matar aquele (ou aquilo!) que lhes pode dar tudo isso numa bandeja. Só que não o compreendem!

E o que não conseguimos compreender, destruímos. É irónico, mas o próprio Will diz isso ao longo do filme algumas vezes. Mas ilude-se ao pensar que a sociedade «começa a aceitar» estas ideias. Mostra, pois, que não é «omnisciente». Aliás, essa sua incapacidade de conseguir prever tudo, assim como a sua incapacidade de saber tudo (leva tempo a desenvolver algumas novas tecnologias mais radicais, e, excitado como uma criança, quer sempre mostrar tudo a Evelyn primeiro — ficando desapontado quando esta não partilha da mesma excitação), é o que reforça a ideia de uma das mensagens do filme: a de que as emoções não são coisas ligadas ao «corpo», mas meramente à mente, e, como tal, Will exprime muito mais emoções profundamente humanas quando está «transcendido» do que antes!

Ironicamente, querem destruí-lo quando pensam que passou a ser apenas uma inteligência pura, sem emoções, cujo objectivo é unicamente a auto-perpetuação da sua existência, a custo de tudo e de todos. Quando é precisamente o oposto da forma como Will reage.

Em conclusão… é, sem dúvidas, um filme de leitura muito, muito difícil. A impressão de que tenho da crítica é que esta não compreendeu nem um centésimo do filme. Os que o compreenderam — e que apreciaram este subtil jogo de ambiguidades, de personagens que evoluem de forma complexa ao longo do enredo, de tomadas de posições incompreensíveis a início mas que só no desfecho das mesmas de percebe a motivação das mesmas — acharam que o filme, sendo de entendimento difícil, é demasiado intelectual, tem uma mensagem demasiado complicada, e que só deficientemente foi transmitida através do enredo. Como tal, não é um filme para o grande público, e criticaram-no por isso. O grande público, que, tal como eu, estavam à espera de um blockbuster de Hollywood, ficou também decepcionado. Penso que esse é realmente o problema principal do filme. Se fosse um livro, seria lido apenas por alguns fãs de ficção científica hard core, e discutido e aclamado enquanto obra de culto — ao nível, talvez, de um Solaris de Stanislaw Lem. Enquanto filme, está exposto a uma vasta audiência, que espera do sci-fi muitos efeitos especiais, muitas imagens impressionantes, muitos tirinhos e alienígenas a morrer. «Transcendence» é muito mais difícil de entender do que «A Mosca», «Blade Runner», «Matrix», «Minority Report», «Solaris», e tantos outros que se focam nos problemas (alegadamente) sérios com que a ficção científica nos tenta provocar. Quase todos estes filmes se destacam por terem sempre um problema ambíguo, um enredo que não é o que aparenta ser, e por a posição do narrador (ou cineasta) nunca ser clara, mas sim objecto de estudo. Penso que o mesmo se passa com «Transcendence» — acabei por pensar que o filme iria ou ser uma apologia do transumanismo (na vertente Vinge/Kurzweil), ou um ataque feroz ao mesmo movimento, mas em vez disso, fiquei na dúvida de que lado está Wally Pfister, que tem neste filme a sua estreia como realizador. Talvez o seu objectivo seja apenas o de mostrar todos os lados da equação — o que tem conduzido a debates há décadas entre os transumanistas, grupo que na realidade incorpora uma multiplicidade de facções e subgrupos — e deixar que o espectador decida por si mesmo. É certo que o filme é ligeiramente tendencioso na apresentação pró-transumanista. Afinal de contas, a personagem de Max parece ser a que reflecte melhor a do cineasta (ou do guionista): protagoniza a ciência ética, mas deixa transparecer a mensagem que, se não entendermos o alcance da ciência, e a procurarmos destruir com receio do que poderá acontecer, a emenda pode ser bem pior que o soneto…

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